quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Enter Shikari!



















Os Enter Shikari são:

Roughton “Rou” Reynolds – Voz / Electrónicos
Chris Batten – Baixo / Voz
Liam “Rory” Clewlow – Guitarra / Voz de Apoio
Rob Rolfe – Bateria

No início de 2003, quatro habituais excêntricos, de St. Albans City, Hertfordshire, uma zona normal a norte de Londres, formaram uma banda com a esperança de reacender a unidade no cenário musical e, em última instancia, na vida das pessoas.

Esta não seria uma tarefa simples, tendo em conta que começaram por fundir diferentes estilos e géneros de música para formarem o seu próprio som. Essencialmente, moldaram num só a paixão do hardcore do
Punk com a paixão da euforia do Trance, entre muitas outras influências.

Enter Shikari é uma tradução do Indiano “Entra no Caçador”. “O Caçador” é uma personagem de uma peça que Rou escreveu antes mesmo de a banda existir, uma personagem que é usada como uma metáfora para a agressão positiva.
Na vida temos que sentir os momentos baixos para apreciar os altos, certo? Shikari é aquela força que existe em todos nós, que nos desvia desses “baixos”. Shikari é a esperança que nos dá energia para continuar à caça da
panaceia para todos os nossos problemas.

Essencialmente uma banda com uma forte ética
DIY (Do It Yourself), andaram em digressão durante três anos sem imprensa, sem agentes, sem gerência, sem qualquer ajuda. Isto aconteceu porque ninguém se interessou. Com medo? Talvez. Com repulsa? Talvez.

Ingenuamente, eles pensavam que esta era a maneira indicada, provavelmente por nunca terem conhecido outra. Acreditavam que a única maneira de exporem a sua música era fazendo-o eles mesmos. Com o pouco dinheiro que tinham, compraram e converteram uma velha carrinha vermelha dos correios (A.K.A. o Shikari Mobile/O Shikari-Ferrari (R.I.P.)) para fazerem a digressão e transformaram a garagem do Chris num estúdio de gravação expediente. Foi nesta garagem que trabalharam nas gravações de quarto do Rou e gravaram todos os iniciais E.P.s.

Após “tirarem” um ano inteiro para se concentrarem na banda, e um primeiro ano na universidade a jogar entre os estudos e os concertos, o seu trabalho árduo começou a compensar. À medida que os seus espectáculos maníacos ao vivo se começaram a espalhar pelo cenário
underground, as pessoas continuaram a regressar para os espectáculos, estando as presenças a aumentar notavelmente por todo o país. Este crescimento silencioso de popularidade continuou debaixo do radar de atenção dos media e dos excessos de publicidade.

É ao vivo que podemos testemunhar tal paixão nas suas actuações e músicas, não podendo evitar sentirmo-nos envolvidos. Eles sempre encorajaram a participação do público o mais possível, quer seja sob a forma de voz, de pirâmides humanas ou de mergulhos de palco/invasões, tendo estes quatro jovens visto sempre o público mais como um colectivo quinto elemento do que como um grupo de espectadores.
Com uma presença de palco incrivelmente intensa, que reflecte os aspectos eufóricos da música, eles são definitivamente uma banda que precisamos ver ao vivo. Nesses três anos, Enter Shikari nunca tocaram em nenhum espectáculo de grandes cartazes (não que tenham tido alguma escolha); limitaram-se a tocar em locais privados, com bandas locais, como eles próprios o eram.

Foi então, na segunda metade de 2006, que as coisas começaram a acontecer quando tocaram no
Download Festival. Com a tenda Gibson a abarrotar, estiveram à altura do desafio e arrasaram. Os media da altura começaram a prestar atenção e, depois de mais algumas digressões pelo U.K., tornaram-se a segunda banda sem contrato a conseguir esgotar o London Astoria.

Os Enter Shikari lançaram, apenas, dois singles, decidindo, à partida, tornar apenas um deles como elegível para as tabelas musicais. Depois de quatro anos, o seu álbum de estreia “Take to The Skies” saiu finalmente, tornando o sonho realidade.
Neste momento, os Enter Sikari continuam as suas participações em festivais de verão e outros concertos para o promover o álbum.

As suas músicas têm uma sonoridade que mistura os já esquecidos sintetizadores com a
música indie dos dias de hoje, com letras interessantes em músicas de bom conteúdo. Tudo isto resulta numa banda interessantíssima e fascinante! Apreciem! Behave…
J.


http://www.shikarizone.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Enter_Shikari

terça-feira, 15 de Julho de 2008

Adicolor!



No ano de 2006, a empresa alemã de material desportivo Adidas, criou uma campanha publicitária inovadora para o ressurgimento da sua linha de calçado Adicolor. Para tal, foram convidados realizadores com o objectivo de criar sete curtas-metragens, cada uma representando uma cor diferente.


A Adidas criou uma série de filmes que celebram a cor, a customização e a expressão pessoal. Foi dado a cada realizador uma tela em branco para criar um pequeno filme baseado na sua resposta emocional e criativa a uma determinada cor – Vermelho, Azul, Amarelo, Verde, Rosa, Preto ou Branco. Os sete realizadores são Roman Coppola & Andy Bruntel, Neill Blomkamp, PSYOP, TRONIC, Saiman Chow, Charlie White e HAPPY.


Para promover o filme, a Adidas registou os endereços dos filmes baseando-se no seu modelo de cores RGB.


White = r255g255b255.net


Red = r213g037b053.net


Blue = r023g075b158.net


Yellow = r254g245b006.net


Green = r006g146b071.net


Pink = r243g197b208.net


Black = r000g000b000.net


Sem dúvida que estes filmes têm um elevado teor pessoal devido à liberdade artística dada pela Adidas aos realizadores, mas em alguns casos, senão na maioria, questionamo-nos: Em que aspecto é que o filme representa a sua cor, e o seu significado?

É verdade que a liberdade criativa não deve ser criticada, mas sem dúvida que alguns dos filmes foram levados a extremos, mas que tornam cada um único e com a capacidade de nos obrigar a absorver todos os segundos. As razões que nos provocam essa reacção variam desde o teor sexual do branco até ao bizarro mundo do preto, passando pela complexa história do amarelo, pelo improvável ritual do verde, pela velocidade alucinante do azul e pelo complexo conceito do rosa, acabando na impensável e improvável história do vermelho.

O que quero sublinhar neste caso é o exagero e complexidade semelhante à “Twilight Zone”, que os torna absurdos, psicadélicos, surreais, kitsch até. Independentemente de tudo, são produções de qualidade, e com valor cinematográfico.

Espero que os apreciem tanto como eu, achei-os apaixonantes e delirantes, fruto da emnte de artistas, sem dúvida! Behave...

J.

http://laughingsquid.com/adidas-adicolor-seven-short-films-about-color/

sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Damn...


Bom, quero desde já começar por pedir desculpa a todos os que frequentam o meu blog pelo abandono momentâneo, devido a questões de trabalho escolar... Mas garanto que brevemente, estarei a incluir novos posts no blog, musicais e cinéfilos!

So, keep watching the skys!
I mean, the skies!
I mean, the blog! lol Behave...

J.

sábado, 12 de Abril de 2008

The Breakfast Club!



O Breakfast Club é um filme Norte-Americano de adolescentes, considerado como o trabalho definitivo no género. Escrito e dirigido por John Hughes, o enredo segue cinco estudantes no ficcional “Shermer High School”, no cenário de Shermer, Illinois (um subúrbio fictício de Chicago), enquanto estes se apresentam para a “detenção” de sábado no dia 24 de Março de 1984 que estes são obrigados a passar juntos e, em que acabam por se aperceber que são mais que os seus respectivos estereótipos…

Cada um destes alunos representa um grupo social do secundário:

Claire Standish (Molly Ringwald) – Uma menina rica, mimada e popular.
Andrew Clark (Emílio Estevez) – Um atleta praticante de luta greco-romana.
Brian Johnson (Anthony Michael Hall) – Um rato de biblioteca.
John Bender (Judd Nelson) – Um aluno problemático que continua a causar distúrbios na escola.
Allison Reynolds (Ally Sheedy) – Uma inadaptada e descrita como uma mentirosa compulsiva.

É hilariante ver como os alunos passam as horas, numa variedade de maneiras, tentando que este dia infernal acabe. O que eles não sabem, nem imaginam é que o convívio entre pessoas tão diferentes os irá afectar em vários aspectos, levando-os a partilhar experiências, medos, e os seus problemas em casa. No final do dia, acabado o castigo, são pessoas mudadas, com perspectivas diferentes sobre si e sobre os seus companheiros de detenção…

O filme tornou-se um clássico de culto com tremenda influência em filmes sobre o início da maioridade. O filme foi filmado inteiramente em sequência. As filmagens começaram em 28 de Março de 1984 e acabaram em Maio de 1984.

Este filme é absolutamente apaixonante, porque de uma maneira ou de outra, acabamos por ver em todas as personagens um pouco de nós. A banda sonora é adorável, envolvendo-nos no espírito dos anos 80. Para concluir, devo dizer que a primeira vez que o vi, deve já fazer alguns dois anos, mas só agora o consegui arranjar em DVD, de maneira que quem quiser ver este grande clássico (e me conhecer pessoalmente) basta contactar-me. Apreciem! Behave…
J.

sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Antonio Salas - Jornalista de Investigação




António Salas é o pseudónimo de um conhecido jornalista de investigação, cujo anonimato tem de ser mantido por motivos óbvios. Recebeu numerosas ameaças de morte por ter conseguído aquilo que nenhum outro repórter antes tinha feito: Infiltrar-se durante quase um ano, num movimento neonazi e contar as suas experiências como se fosse um dos membros dos “skinheads”.
Nos últimos vinte anos, para além de ter publicado mais de meia dezena de livros de investigação, desenvolveu a sua actividade profissional em jornais, revistas – Interviú, Tiempo - e estações de rádio e televisão em Espanha, como é o caso da Onda Cero, da Antena 3 e da Tele 5.
Autor de várias reportagens de investigação, filmadas com câmara oculta, emitidas pela Tele 5 desde o ano de 2000, foi o único que até hoje se conseguiu infiltrar em perigosas seitas, grupos de crime organizado e em movimentos extremistas.
Estas gravações foram emitidas em julgado de vários casos de polícia em Espanha.

Por todas estas razões, e pelo elevado prestígio deste corajoso jornalista, acho que é meu dever divulgar o seu excelente trabalho. Aqui ficam dois dos seus livros mais conhecidos. Apreciem! Behave...
J.

http://www.antoniosalas.org/

terça-feira, 8 de Abril de 2008

O Mundo Skinhead







“Romper Stomper – Os Revoltados” é um filme australiano de 1992 com a participação de Russel Crowe, Daniel Pollock, Jacqueline McKenzie e Tony Lee e acompanha as façanhas e o declínio de um grupo de Skinheads Nazis no cenário suburbano e operário de Melbourne.
A história centra-se á volta de uma rapariga rica, Gabe (McKenzie), a qual se apaixona por Hando (Crowe), o violento e imparável líder de um grupo de skinheads em Footscray, Melbourne. O melhor amigo de Hando, Davey (Pollock) também se apaixona por Gabe, formando um perigoso triângulo amoroso na situação já de si volátil do grupo skinhead que combate a população vietnamita australiana no seu bairro.

A banda sonora do filme inclui música orquestral, assim como destrutiva e energética, música semelhante ao género “Oi!” (normalmente com conotação neonazi, de letras explicitas). Este filme foi nomeado para 9 Australian Film Institute Awards, ganhando os de Best Achievement in Sound, Best Actor in a Lead Role e Best Original Music Score.
Um pequeno á parte: Daniel Pollock, que interpreta o papel de Davey, suicidou-se antes do lançamento do filme ao saltar para a frente de um comboio. Daniel lutava contra a dependência da heroína e estava, também, fragilizado com o fim da sua relação com a co-protagonista, Jacqueline McKenzie. Crowe escreveu uma canção sobre o suicídio, chamada “The Night That Davey Hit The Train”, a qual cantou posteriormente com a sua banda, 30 Odd Foot of Grunts.



(Peço desculpa mas não encontrei o trailer)

“American History X – América Proibida” é um filme de 1998 com participação de Eduard Norton, Edward Furlong, Beverly D’Angelo, Jennifer Lien, Ethan Suplee, Fairuza Balk, Avery Brooks, Elliott Gould, Stacy Keach, Guy Torry e William Russ.
A história é acerca de Derek Vinyard (Edward Norton), um jovem pertencente a uma família abalada pela perda precoce do pai, um bombeiro, que ao tentar apagar um incêndio num bairro negro acaba por ser baleado por marginais.
Movido pelo seu ódio aos negros e às minorias, Derek torna-se líder de um violento grupo neonazi e também numa referência para os jovens brancos e fracassados do seu bairro, que o idolatram, seguindo as suas ideologias. Eventualmente, Derek é preso após matar brutalmente dois negros que tentavam roubar a sua carrinha diante da sua própria casa, na presença de Danny Vinyard (Edward Furlong), o seu irmão mais novo.
Na prisão Derek torna-se vítima das suas próprias ideologias, o que o leva a reconsiderar tudo aquilo em que acredita e a procurar uma nova vida e também um novo caminho. Quando Derek sai da prisão, ao fim de três anos, e se apercebe que o seu irmão vagueia pelos mesmos caminhos que ele, a sua única preocupação é salva-lo dos dissabores que estes lhe podem trazer.




Estes são dois fantásticos filmes acerca do mundo skinhead, que retratam as ideologias e acções destes grupos e, também, os dissabores que podem trazer aos que deles fazem parte.
Gosto bastante de ambos e, por isso, recomendo-os a todos quantos quiserem conhecer estas ideologias mais de perto. A sua violência, não só física como também psicológica, e o retrato das realidades destas tribos urbanas prendem-nos ao ecrã do início ao fim. Apreciem! Behave…
J.

terça-feira, 1 de Abril de 2008

Hallelujah...



Hoje quis deixar aqui uma musica que me capta a atenção como poucas, e que acho de uma profunda beleza e sonoridade, lembrando muito vagamente musica religiosa mas que lhe confere ainda mais singularidade.
"Hallelujah" é o nome da canção, escrita por Leonard Cohen. Foi inicialmente gravada em 1984 no álbum "Various Positions". Esta, foi reinterpretada inúmeras vezes e por vários artistas, tendo sido parte da banda sonora de vários filmes e séries televisivas.
A versão que aqui vos apresento é de Jeff Buckley, na série "The O.C.", apreciem! Behave...
J.